Dermatologiapediátrica

Nos últimos tempos, observamos um grande desenvolvimento da Dermatologia, principalmente nos campos da cirurgia dermatológica e da cosmiatria. Neste contexto, o acompanhamento de crianças com problemas de pele pelo dermatologista geral tornou-se mais restrito. Tanto a estrutura da pele quanto as doenças que acometem crianças e adolescentes são diferentes daquelas do adulto ou do idoso.

Doenças genéticas, “marcas de nascença” como hemangiomas, manchas e sinais, e as “famosas” dermatites- atópica, seborreica ou da área das fraldas, além de viroses como o molusco e as verrugas, são exemplos de condições que ocorrem principalmente nas crianças. Embora estes diagnósticos exijam conhecimento e experiência, a parte mais difícil é o “olhar” pediátrico.

O lidar com a criança, as particularidades do tratamento, do uso de medicações, os ajustes de doses, o manejo da dor ou do desconforto gerado pelo tratamento, a adequação dos procedimentos às diversas faixas etárias, as particularidades da relação com a família, a atenção à prevenção, a familiaridade com as fases do crescimento e desenvolvimento, a interação com pediatras e a disponibilidade. Tudo isso exige do dermatologista que atende crianças uma sólida formação em pediatria.

No Brasil, a Dermatologia pediátrica não existe oficialmente como especialidade (embora já seja reconhecida no exterior). Neste campo atuam profissionais com dupla formação (especialistas em pediatria e em Dermatologia) ou dermatologistas de grandes centros de pediatria, que se dedicam ao atendimento, ensino e pesquisa em Dermatologia pediátrica e, assim, conseguem unir requisitos e conhecimento das duas especialidades para acompanhar os problemas dermatológicos do recém-nascido, da criança e do adolescente.